Experiências

Salone del Gusto - Movimento Slow Food

www.salonedelgusto.com

O Salone del Gusto e o Terra Madre, decorreram mais uma vez na cidade de Turim na Itália e afirmaram-se como o maior e mais importante evento do mundo dedicado aos temas ligados ao alimento.

A Cerimônia de Abertura do Terra Madre inaugurou oficialmente a edição do Salone del Gusto e Terra Madre 2014, com a presença de representantes do Slow Food, 3.000 delegados, imprensa e público. A cerimônia deste ano foi honrada com as mensagens enviadas pelo Diretor-Geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, José Graziano da Silva, Michelle Obama e pelo Papa Francisco.

Na edição 2014 mais de 220.000 visitantes e 400 jornalistas vindos de 63 países estiveram presentes. Pessoas vindas de todas as regiões do mundo levaram de seus países produtos tradicionais em risco de desaparecer, indicando-os como novos passageiros da Arca do Gosto.

Carlo Petrini, fundador e presidente do Slow Food, declarou “Esta é a rede do Terra Madre, uma rede formada por pessoas de carne e osso, com suas paixões e seus conhecimentos tradicionais”.

Estiveram todos os temas candentes presentes no riquíssimo programa de palestras, com por exemplo: a agricultura familiar, as alterações climáticas, a conservação do solo, movimento slow money, pesca sustentável, desperdícios, bem-estar animal, comércio justo, alimentação e saúde, ONG, agricultura urbana etc.

Província de Grosseto

A província da Grosseto, na região da Toscana italiana, desde há mais de 20 anos que trabalha na promoção e criação de um modelo de desenvolvimento assente na valorização dos recursos endógenos (raças autóctones e subprodutos, variedade agrícolas locais, turismo de natureza, património histórico, o vinho etc.).

Este processo é promovido de forma participada entre as entidades públicas e privadas do território, com forte impacto na formação do capital humano.

Prova disto são alguns os seus resultados alcançados, como por exemplo:

- O forte dinamismo da área protegida da Maremma ()

- A internacionalização de peças de vestuário tradicional feitas com base na lã de raças de ovelhas autóctones. (www.confezionibrema.it);

- A criação de circuitos curtos com produtores biológicos do território (centromete.netspring.it).

La Fagueda

www.fageda.com

A Cooperativa de iniciativa social La Fagueda, é uma entidade sem fins de lucro criada em 1982 em Olot (Catalunha) onde a produção de deliciosos iogurtes, doces e gelados é um rentável pretexto para dar uma oportunidade de integração social às pessoas do território que presentam incapacidades intelectuais ou transtornos mentais severos, sendo todos os trabalhadores sócios e por tanto proprietários.

Atualmente são 270 as pessoas que trabalham neste projeto que para encarar o aumento da dimensão e complexidade criou duas outras Fundações, uma que fornece os serviços assistenciais para atender de forma global as necessidades psicossociais das pessoas integradas na Fageda e a outra fundação que é a proprietária da herdade e gere os aspetos financeiros, comerciais, comunicação, administrativos e legais.

Salon international de l'agriculture au Maroc

Decorreu entre o 30 de Abril e 3 de Maio o, a Feira agrícola mais importante de Marrocos e do norte da África.

Nesta nona edição o convidado especial a União Europeia e nela participaram 50 países, mais de 1.000 expositores, organizados em 9 polos: Regiões, Institucional e patrocinadores, Internacional, Produtos, Agro equipamentos, Natureza e Vida, Produtos locais, Gado e Maquinarias agrícolas.

Foram também dinamizadas 29 conferências sobre agricultura, os novos desafios e as estratégias futuras.

É de salientar a capacidade de Marrocos para aumentar a produção, a comercialização e o marketing de produtos emergentes. Assim foram exibidos os produtos das já consolidadas fileiras do açafrão, do argão e das plantas aromáticas e medicinais, além dos novos produtos derivados do figo-da-índia (o óleo vegetal extraído das sementes apresenta um crescimento exponencial no sector dos cosméticos) e a quinoa, uma cultura dos povos indígena do planalto americano, que esta a ser introduzida com sucesso no país.

O pavilhão dos produtos terroir é provavelmente o mais diverso e rico, dedicada à promoção do artesanato regional e produtos agrícolas, reuniu 180 associações e cooperativas numa alargada amostra de produtos de todo o país.

Com esta visita, além de procurar conhecer o estado de desenvolvimento das fileiras de recursos silvestres e emergentes como as também produzidas em Portugal, foram também procurados contactos com vistas à promoção do intercâmbio de experiencias em termos de produção, transformação e organização.

 

Parc de les Olors

http://parcdelesolors.com

O Parc de les Olors é um modelo de desenvolvimento sustentável para as áreas rurais marginais baseado nas plantas aromáticas, medicinais e culinária. Corresponde a uma franquia social que oferece aos interessados uma oportunidade de empreendimento que pressupõe o trabalho colaborativo numa rede e com o território, através da produção, comercialização pela marca Parc de les Olors e a dinamização de atividades de divulgação/educação.

Por medio do aconselhamento é desenvolvido cada parque, que com ênfases numa espécie dá vida a um novo parque com o aconselhamento da equipa que colaboração eficazmente com a indústria através da implementação de programas de responsabilidade social e ambiental.

Dottenfelder Hof

www.dottenfelderhof.de/

Local: Bad Vilbel, Alemanha

A 15 minutos de Frankfurt, Dottenfelder Hof é uma entidade formada por três famílias que desenvolvem articuladamente o seu trabalho em três pilares: Prática & Formação & Investigação.

Todas as pessoas trabalham no mínimo em duas destas áreas.

Através da prática produzem um conjunto de produtos de agricultura biodinâmica que são comercializados no seu próprio supermercado ou transformados na loja ou no Restaurante/Café.

Na investigação procurar resolver os problemas dos agricultores biodinâmicos da região. Neles procuram os problemas e com eles encontram as soluções e posterior aplicação.

Na área da formação, desenvolvem um curso intensivo de 1 ano, com turmas de aproximadamente 18 jovens que possuem uma experiencia teórica (licenciatura) ou prática prévia em agricultora. Os alunos têm 4 dias de prática na exploração e 1 dia teórico. Incentiva-se que os alunos uma vez que acabam o ensino, sejam eles próprios formadores para reduzir a brecha entre alunos e professores e facilitar a aprendizagem.

Trabalham com diferentes metodologia de ensino para provocar e estimular a aprendizagem, sendo que procuram ensinar conteúdos mas principalmente, a forma de lidar com os conflitos agrícolas e como tomar as melhores decisões.