ESTRATÉGIA DE EFICIÊNCIA COLETIVA (EEC)

ESTRATÉGIA DE EFICIÊNCIA COLETIVA (EEC)

A Estratégia de Eficiência Coletiva (EEC) “Valorização dos Recursos Silvestres do Mediterrâneo – Uma Estratégia para as Áreas de Baixa Densidade do Sul de Portugal” insere-se no âmbito do programa PROVERE e pretende criar uma dinâmica de empreendorismo nos territórios de baixa densidade do Sul de Portugal, tendo como enfoque os recursos silvestres da região. Para tal, tem-se vindo a apostar numa abordagem que cruza a inovação na produção e transformação dos recursos com a produção e implementação de uma estratégia de marketing que relacione o território de intervenção com o cluster em causa.

Reconhecendo as potencialidades que os recursos endógenos da zona de intervenção podem oferecer ao tecido empresarial local, pretende-se com este projeto trabalhar em parceria com diferentes territórios que possuem os mesmos constrangimentos biofísicos e socioeconómicos, mas também as mesmas potencialidades, no sentido de desenvolver uma EEC, baseada na exploração sustentável dos recursos silvestres. Pretende-se também com esta EEC, identificar novas oportunidades de mercado para recursos ainda não explorados comercialmente. Alguns dos recursos-alvo desta estratégia são as plantas aromáticas e medicinais, o mel, os cogumelos, o medronho, o figo da índia e a alfarroba, entre outros. Uma importante característica comum ao território da EEC é a existência de condições edafo-climáticas desfavoráveis para a prática agrícola intensiva, que incentivam a necessidade de constituição de estratégias alternativas para o desenvolvimento e aproveitamento dessas áreas rurais.

Pretende-se, por um lado, valorizar, promover e potenciar a internacionalização destes recursos e, por outro, estimular outras áreas de negócio (como o turismo) passíveis de associar à produção destes recursos. São objetivos específicos da EEC, promover a internacionalização dos recursos silvestres do Sul de Portugal, conhecer a cadeia de valor das fileiras de plantas aromáticas e medicinais, dos cogumelos, do medronho e outros pequenos frutos silvestres, assim como garantir o conhecimento e acesso a mercados externos e nacionais e promover a região abrangida pela EEC enquanto área de excelência para a produção de produtos de elevada qualidade e singularidade associados aos recursos silvestres.

A implementação da EEC desenvolve-se através da realização de Projetos-Âncora e de Projetos Complementares. Os Projetos-Âncora compreendem diversos projetos, entre eles a criação do Centro de Excelência para a Valorização dos Recursos Mediterrânicos, S.A. (CEVRM), o apoio, acompanhamento e formação de jovens agricultores, a constituição de redes temáticas de informação e divulgação, serviços de apoio às empresas da EEC, uma estrutura de dinamização, coordenação e gestão da parceria, assim como ações estratégicas para a valorização, promoção e internacionalização dos recursos silvestres do Sul de Portugal. Os Projetos Complementares constituem-se na instalação de unidades inovadoras de produção e transformação de produtos à base de recursos silvestres, fortalecendo o tecido económico-produtivo da região e criando, cumulativamente, efeito de escala da produção, potenciando a criação de setores de produção específicos (e.g. setor das PAM). A implementação da EEC realiza-se por meio de uma parceria entre entidades públicas e privadas. Essa parceria tem o Município de Almodôvar como entidade líder deste consórcio público-privado e a Associação de Defesa do Património de Mértola (ADPM) como entidade gestora que dinamiza e coordena a parceria. À Câmara Municipal de Almodôvar compete exercer as funções internas e externas que lhe foram atribuídas durante os anos de vigência da EEC.